8 de novembro de 2009

São Paulo prepara sua bateria antiaérea

Mesmo com uma partida a mais no Brasileirão, o São Paulo, com 35 gols sofridos em 34 jogos disputados, continua sendo a defesa menos vazada da competição. Apesar disso, algo incomoda o técnico Ricardo Gomes e também o trio de zaga. A bola aérea dos adversários, quando chega na área, é um problema.

Em todo o Nacional, já são dez gols sofridos de cabeça, o que representa 28% do total. Recentemente, o fato passou a ser corriqueiro, já que os cinco últimos levados aconteceram após cruzamentos, sendo só um deles anotado com os pés.

O ápice foi diante do Santos, quando a equipe foi vazada desta maneira em três oportunidades. Nos dois confrontos seguintes, pela primeira vez, o time ficou sem ver suas redes serem balanças consecutivamente desde que Ricardo assumiu a equipe.

Parecia então que a defesa tinha se acertado. Mas frente ao Grêmio, a falha aconteceu novamente. Douglas Costa cruzou, a bola passou por todo mundo, e Rafael Marques, quase que na linha do gol, tocou de cabeça e abriu o placar no Olímpico.


– Conseguimos melhorar um pouco, mas contra o Grêmio nós pagamos de novo. Apesar do três zagueiros, somos um time bem leve. Temos essa deficiência e estamos tentando melhorar isso. Não é um dos melhores pontos da nossa equipe – analisou Ricardo Gomes.

Contra o Atlético-MG, na última derrota do Sampa, a primeira e única até agora no Morumbi, o gol de Diego Tardelli não foi de cabeça, mas saiu após um cruzamento na área. A defesa ficou olhando e, livre, o atacante só teve o trabalho de colocar a bola para dentro do gol de Rogério.

Preocupado, Ricardo Gomes ainda tem mais seis dias de trabalho até o confronto frente ao Vitória. Tempo não só para definir os substitutos dos jogadores suspensos ou lesionados, mas também acertar o problema que tem sido prejudicial nos confrontos.

Melhor defesa do Nacional em 2006 e 2007, segunda melhor em 2008, e até o momento a menos vazada deste ano, o Tricolor, para seguir em busca do título, não pode mais errar. Para isso, corrigir os defeitos da defesa nas bolas aéreas é o pontapé inicial. Ricardo e a zaga já sabem disso.


Saudações Tricolores

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